OBJETIVOS SÃO COISAS SÉRIAS – Parte IV
Quocientes (QI, QE, QS e QA), Inteligências Múltiplas,
Coaching e Níveis Neurológicos
Por Valdecy Carneiro
Reversão Psicológica (Psychological Reversal)
A Reversão Psicológica é uma das maiores descobertas da Psicologia nos últimos tempos. A Reversão Psicológica é um tipo de auto-sabotagem inconsciente que o indivíduo se impõe, tornando nulos não somente tratamentos físicos quanto psicológicos. Trabalhar a Reversão Psicológica é uma das formas de se eliminar a auto-sabotagem inconsciente também nos planejamentos de metas e objetivos.
Creio que a Reversão Psicológica está na base do que foi chamada por algumas escolas de psicologia como ganho secundário ou intencionalidade da consciência e pela Programação Neurolingüística – PNL de intenção positiva do comportamento.
Conceituações à parte, saber qual é o ganho secundário ou qual a intencionalidade da consciência, ou ainda a intenção positiva do comportamento, por si só não resolverá nada.
Muitas vezes não é interessante fazer arqueologia psicológica, ou seja, aprofundar-se nos meandros do inconsciente do indivíduo para desenterrar possíveis causas de comportamentos prejudiciais no presente. Não em um primeiro momento. Vamos pensar um pouco: na arqueologia tradicional quando se desenterram os ossos – processo que é executado durante anos – com todos os ossinhos desenterrados é feita a remontagem… e aí, possivelmente, se vão mais alguns anos. Na arqueologia psicológica também.
Desenterrar e remoer traumas e tragédias, a priori, não traz cura nem evolução. Mudar as estruturas ou as representações internas (subjetividades) que fazem com que o indivíduo aja como age, num processo de profunda ressignificação podem trazer alívios imediatos (terapia breve ou super breve) e duradouros. E para nossa alegria e felicidade já existem muitas técnicas, que quando bem aplicadas, trazem o que se espera: conforto e bem-estar, além de continuarem agindo de forma generativa, ou seja, num processo dinâmico e que leva à evolução e ao auto-aprendizado no processo terapêutico.
Fala-se hoje em tom pejorativo e sarcástico em auto-ajuda. Em primeira instância, eu prefiro a auto-ajuda à hetero-ajuda.
Particularmente, penso que a auto-ajuda deveria ser de interesse de toda pessoa que busca o crescimento pessoal. Explico-me:
No Portal de Delphos, no tempo de Sócrates, estava inscrito no pórtico do Templo: Conhece-te a ti mesmo. Ou seja, o oráculo já recomendava o autoconhecimento como o primeiro passo. Mas para o autoconhecimento, a rigor, não é necessária a arqueologia psicológica – um processo heurístico (de descoberta) bem conduzido produz uma análise (fragmentação) adequada, conduzindo o indivíduo ao centro de seus valores e propósitos.
Vamos resumir:
Coaching e Terapia
É comum nos meios nos quais se pratica coaching dizer-se que coaching não é terapia – e não é mesmo.
Muitos coaches inclusive recomendam ou sugerem que o coach deve resistir à tentação de fazer a terapia do seu cliente (coachee), mesmo que o saiba.
Para mim, tais afirmações baseiam-se em três pontos:
1) Onda de mercado: coaching é a bola da vez, precisamente pela sua efetividade, seu foco para objetivos;
2) Coaches não terapeutas: alguns coaches que fazem tais afirmações não são terapeutas – há honrosas exceções, inclusive mundialmente renomados;
3) Preconceito: para algumas pessoas soa pejorativo dizer que está fazendo terapia.
Entendo que se o coach tem qualificação terapêutica, especialmente em terapias breves, não há motivos para tal restrição: aliás, hoje já se fala em Coaching Terapêutico – entre outros.
Particularmente – como tenho qualificações terapêuticas – se vejo um prego levantado e já estou com o martelo na mão, não me custa dar uma martelada, ou seja, se percebo que há algo no passado que possa ser resolvido de modo breve, intervenho. Sejamos coerentes: se for detectado algo cujo enraizamento dificulte o processo de Coaching e demande muito tempo, uma solução pode ser a realização do processo terapêutico separadamente.
Para finalizar, veja abaixo o trecho de uma matéria referente ao processo de Coaching aplicado aos negócios, publicado no Jornal Valor Econômico de 28/06/06, assinado por Andrea Giardino:
“(…) entre os resultados obtidos com o’”coaching’, os entrevistados destacaram:
- o aumento da produtividade no ambiente de trabalho (53%),
- melhoria na força organizacional (48%),
- nos serviços prestados ao cliente (39%) e
- nos lucros financeiros (22%),
- redução de custos (23%),
- além da retenção de talentos (32%).
Quando o assunto refere-se aos resultados de negócios intangíveis,
- 77% disseram ter melhorado o relacionamento inter-pessoal,
- 67% o trabalho em equipe e
- 63% o relacionamento com os pares.
- Já 61% afirmam ter aumentado a satisfação no trabalho,
- 52% reduzido os conflitos internos e
- 44% ampliado o comprometimento organizacional.
‘Esses números mostram que as empresas começam a enxergar as vantagens do ‘coaching’ e a se familiarizar com o conceito’ (…)”
Lembramos que estes conceitos são trabalhados
e alinhados sinergicamente em nosso WORKSHOP
PROGRAMANDO O PRÓPRIO FUTURO:
Preparando-se para Vencer e Ser…






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